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sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Reformas e geração de emprego dominam 1º debate com presidenciáveis

O desemprego e as reformas tributária, da Previdência e do sistema político foram temas dominantes no primeiro confronto pela TV entre os candidatos à Presidência da República nas eleições 2018, no debate promovido ontem à noite pelo Grupo Bandeirantes em São Paulo.

Na primeira das três horas de discussão, as reformas já haviam sido mencionadas por Guilherme Boulos (Psol), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede) e Álvaro Dias (Podemos).

Também participaram do debate os candidatos Jair Bolsonaro (PSL), Cabo Daciolo (Patriota) e Henrique Meirelles (MDB). O programa teve perguntas de jornalistas e confronto direto entre os candidatos. O primeiro foi dedicado a uma pergunta única sobre geração de emprego.

A operação Lava Jato, um dos temas que puxaram a pauta nacional recente, só foi citada após 1 hora e 37 minutos, quando Álvaro Dias questionou Meirelles a respeito. O ex-ministro da Fazenda chamou os demais candidatos de "desinformados" ao tratarem sobre economia nacional.

Marina e Ciro discutiram a obra da transposição do São Francisco e prometeram revitalizar o rio. Bolsonaro afirmou que o padrão salarial das mulheres no Brasil é equivalente ao dos homens e defendeu o modelo de escolas militarizadas para melhorar o padrão educacional do País.

Daciolo cobrou presença de seu nome em pesquisas e garantiu que a crise financeira nacional "é mentirosa" por causa de grandes volumes de recursos existentes em renúncias fiscais. A crise migratória na Venezuela foi comentada por Meirelles. Boulos citou uma funcionária fantasma do gabinete de Bolsonaro.

Nos blocos de confronto direto, Alckmin acabou sendo o mais acionado por seus adversários, ganhando com isso maior tempo de fala. Ele disse que pretende ampliar o Bolsa Família.

A formação de chapa do tucano com o "centrão" foi ironizada por Marina, que comparou o bloco partidário a um "condomínio cheio de lobo mau querendo comer o dinheiro da vovozinha".

Apenas Boulos chegou a reivindicar direito de resposta quando Bolsonaro o indicou como chefiado pela ex-presidente Dilma Rousseff. A produção do programa negou o pedido.

Lula, candidato oficializado pelo PT em convenção no último fim de semana e preso em Curitiba desde abril, não obteve autorização do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) para participar da transmissão.

O partido do ex-presidente havia entrado com mandado de segurança com pedido de liminar. O petista enviou carta à emissora e afirmou que a decisão do TRF-4 foi "censura" por "proibir o público de exercer seu direito de ser informado". Obedecendo à legislação eleitoral, outros quatro candidatos não foram incluídos no debate: Vera Lúcia (PSTU), João Amoêdo (Novo), José Maria Eymael (DC) e João Goulart Filho (PPL). (Do O Povo)

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