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terça-feira, 17 de julho de 2018

Quase 54 mil cearenses trocaram de operadora no primeiro semestre

Cobranças abusivas, um pacote de internet que não durava o mês inteiro, atendimento ruim e dificuldades para mudar o plano de pós-pago para pré-pago foram os motivos que levaram a contadora Aline Machado, 32 anos, a mudar de operadora de telefonia no último mês de abril, após dez anos de contrato. De quebra, a consumidora ainda trocou os dois chips que tinha para apenas um. Tudo isso mantendo o mesmo número de telefone.

“Na época, perguntei quanto eu pagaria caso eu eu quisesse cancelar a conta para voltar para o pré. A atendente me disse que haveria uma multa de aproximadamente R$ 600. Conversando com amigos sobre o assunto, eles me falaram da portabilidade, que eu nem lembrava, e decidi mudar de operadora. Tudo foi feito pelo celular, sem ter que falar com nenhum atendente. Simples assim”, conta Aline.

Mudar de operadora sem trocar de número como a Aline fez são situações cada vez mais corriqueiras no Brasil. De acordo com o mais recente relatório da Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações (ABR Telecom), entidade administradora da portabilidade numérica no Brasil.

De janeiro e junho deste ano, no Ceará, foram efetivadas 53,7 mil transferências entre operadoras sem alteração do número de identificação do usuário.

O número no primeiro semestre deste ano é 16,53% maior do que o total observado em igual período de 2017, quando foram registrados 46,1 mil pedidos de portabilidade. Do total de migrações contabilizadas no Estado de janeiro a junho, 41,38 mil (77%) foram feitas por usuários de telefones móveis, ou seja, celulares.

Dentre os estados do Nordeste, o Ceará é o sexto em que este tipo de pedido mais cresceu no comparativo do primeiro semestre de 2017 com o de 2018. No Maranhão, o líder nesse ranking, a alta foi de 84,51%. Já no Rio Grande do Norte, o último, as migrações cresceram 14,96%.

Em todo País, 3,13 milhões de consumidores optaram pela portabilidade numérica no primeiro semestre deste ano. Foram 711,78 mil (23%) trocas de operadoras de telefonia por solicitação de usuários do serviço fixo e 2,42 milhões (77%) referente ao serviço móvel. Só no segundo trimestre de 2018 (abril a junho), foram realizadas 1,59 milhão de migrações entre operadoras.

Para o professor do Departamento de Engenharia de Teleinformática da Universidade Federal do Ceará (UFC), João César Moura Mota, o crescimento da portabilidade reflete o acirramento da concorrência entre as operadoras de telefonia.

“É a dinâmica de mercado. Uma maior competição entre os planos, do ponto de vista financeiro, e na crise econômica, este é um ponto muito considerado pelo consumidor, e também da oferta de serviços. O consumidor se sente mais livre para escolher o que mais convém, com a segurança de que não precisa trocar de número”, diz.

A qualidade da cobertura oferecida é outro importante termômetro. “Tem lugares em que pega melhor o sinal da operadora A e não B. Então, isso passa muito também pela dinâmica da pessoa”, acrescenta. ( Do O Povo Online)

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