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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Com a palavra o padre Reginaldo Manzotti

Filhos e filhas,
Nesta semana celebramos dois grandes exemplos de fé da nossa Igreja: Santa Mônica e Santo Agostinho. Uma mãe repleta de fé em Deus, que gerou seu filho também para a graça, com muitas lágrimas e oração. E como Deus é rico em misericórdia, Agostinho não só mudou de vida, como se tornou santo e doutor da Igreja Católica.

Santo Agostinho, no seu livro “Confissões”, relata um dos últimos diálogos que teve com sua mãe, que aqui transcrevo para edificar a nossa fé:

“Ao aproximar-se o dia de sua morte – dia que só tu conhecias e nós ignorávamos – sucedeu, creio que por tua vontade e de modo misterioso como costumas fazer, que ela e eu nos encontrássemos sozinhos, apoiados a uma janela, cuja vista dava para o jardim interno da casa onde morávamos, em Óstia Tiberina.

Afastados da multidão, procurávamos, depois das fadigas de uma longa viagem, recuperar as forças, tendo em vista a travessia marítima. Falávamos a sós, muito suavemente, esquecendo o passado e avançando para o futuro. Tentávamos imaginar na tua presença, tu que és a verdade, qual seria a vida eterna dos santos, aquela que “os olhos não viram, os ouvidos não ouviram, e o coração do homem não percebeu”. Abriram-se os lábios do coração à corrente impetuosa da tua fonte, fonte de vida que está em ti, para que, aspergidos por ela, nossa inteligência pudesse meditar sobre tão grande realidade.

Assim falávamos, se bem que de modo e com palavras diversas. No entanto, Senhor, tu sabes como nesse dia, durante esse colóquio, o mundo, com todos os seus prazeres, perdia para nós todo valor, e minha mãe me disse; ‘Meu filho, por um só motivo eu desejava prolongar a vida nesta terra: ver-te católico antes de eu morrer. Deus me satisfez amplamente, porque te vejo desprezar a felicidade terrena para servi-lo. Por isso, o que é que estou fazendo aqui?’” (Santo Agostinho, Confissões, Livro IX)

Lendo esse belo relato, nos resta apenas pedir o que estamos rezando na novena: “Santa Mônica e Santo Agostinho, levai-me à verdadeira conversão”.

E ainda nesta mensagem gostaria de homenagear e rezar por todos os catequistas, pois para verdadeiramente nos convertermos, a exemplo de Santo Agostinho, precisamos conhecer Aquele que deve ser a fonte e razão de nossa vida: Jesus Cristo. E nessa caminhada, é muito importante o serviço dos catequistas que dispõem de tempo para aprender e também ensinar as maravilhas de Deus.

Por esses homens e mulheres, rezemos essa oração, escrita por um sacerdote paulino, Pe. Luiz Miguel:

Ó Jesus, Mestre e Modelo de todo catequista, vós que pregastes por toda a parte o evangelho de Deus, abençoai nossos catequistas: homens e mulheres que se dispõem a ensinar vossa mensagem de salvação. Sejam eles mansos e humildes de coração, capazes de acolher, sem excluir ninguém, cada pessoa que vem à vossa procura. Sejam abertos ao Espírito Santo a fim de comunicar a vossa verdade, superar as dificuldades da missão recebida e dar testemunho de alegria e gratuidade na vossa Igreja. Aumentai, Senhor, em nossas comunidades, o número de pessoas dispostas a aplicar os próprios dons a serviço da catequese. Que estes vossos servidores, Senhor, cultivem profundo amor à vossa Palavra e busquem, mediante a instrução e a oração, novas energias para educar na fé uma multidão de seguidores do vosso Reino.

Amém!

Deus abençoe,
Padre Reginaldo Manzotti

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