Se o açude do Cedro estivesse "vivo" estaria completando 106 anos. Embora se trate de uma obra arquitetônica, esse é o sentimento de grande parte da população de Quixadá. Para muitos, a primeira represa pública construída no Brasil, considerada um dos mais belos ambientes turísticos do País, está materialmente morta.Em protesto contra a situação de abandono do parque hídrico, o Coletivo Dom Quixarte e o Instituto de Convivência com o Semiárido planejaram para este sábado, o manifesto "Cedro livre ! Cedro vive !". A programação especial tem o objetivo de expor alternativas de preservação e também comemorar, pela primeira vez, o aniversário de construção da represa secular, erguida para amenizar os efeitos da seca no Nordeste.
O manifesto tem início programado para as 8 horas, com ação ambiental de limpeza nas trilhas do Sangradouro e da Galinha Choca, o mais exótico monólito da região. De acordo com os organizadores, bares e restaurantes no entorno do Cedro também receberão a visita de dezenas de voluntários. Eles pretendem formar três equipes. Cada uma seguirá para um local diferente. Além da coleta de lixo, os ribeirinhos receberão orientações de preservação e serão conscientizados da necessidade de multiplicarem as mensagens ambientais para os visitantes.
Acadêmicos de Direito da Faculdade Católica Rainha do Sertão vão distribuir mudas de espécies nativas, para plantio na área verde do Cedro.
No início da tarde, a partir das 14 horas, os grupos participam de quatro oficinas temáticas: Gestão de mídias sociais e outras formas de comunicação; Moda Sustentável; Iniciativa em teatro e educação e de Introdução à permacultura, um método holístico para planejar, atualizar e manter sistemas de escala humana, como vilas, aldeias e comunidades, ambientalmente sustentáveis, socialmente justos e financeiramente viáveis. (Fonte: Jornal Diário do Nordeste)
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