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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Educação de Quixeramobim encontra-se “de cabeça para baixo”, diz advogado


O advogado da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Valdecir Alves, afirmou que os servidores da educação não são valorizados e que a educação em Quixeramobim está “de cabeça para baixo”.

Segundo Valdecir Alves, o Sindicato está levantando prioridades, e num primeiro momento a estratégia foi negociar: “Tentamos negociar, mas como vimos que o município fica ‘empurrando com a barriga’, um negócio de deixa pra amanhã, agora a assembléia deliberou encaminhamento, ou seja, vamos tomar medidas. O piso salarial de Quixeramobim está entre os dez piores do Estado, embora o município esteja entre os 5% mais ricos.” O advogado ainda conclamou os servidores para realizarem uma paralisação de advertência no dia nove de setembro próximo e, caso nada seja resolvido, deverá ser deliberada greve geral em Quixeramobim.

“Nós estamos, primeiro, negociando, ninguém está radicalizando. O piso é um dos piores aqui, a carreira está péssima, o IPM, que é o Instituto de Previdência Municipal, é uma tragédia. O professor completa o tempo, dá entrada para se aposentar e não sai da escola.Tem professores que estão com seis meses que deram entrada no pedido e o certo é, no mínimo, trinta dias para saída do servidor. É nesse sentido que queremos que a Prefeitura se sensibilize, até porque dinheiro não falta. Fizemos um levantamento. Está sobrando dinheiro e tem aumentado de maneira espantosa. Não é falta de dinheiro, pode ser excesso de contrato. Quixeramobim tem quase o mesmo total de professores concursados e contratados. Que esses professores que não fizeram o concurso possam fazer, para ter os mesmos direitos dos demais.”

Valdecir Alves ainda criticou a maneira como a prefeitura administra a licença-prêmio: “tentaram extinguir a licença prêmio, não sei porque tiraram a licença prêmio do servidor e o município é aquele silêncio, aquela omissão. Estamos com mais de 100 processos na Justiça para rever este caso”, completa.

Segundo a Justiça do Trabalho, a lei assegura que o servidor que por um quinquênio completo não houver interrompido a prestação de serviços ao Estado e revelar assiduidade, terá direito a licença-prêmio de três meses, que pode ser convertida em tempo dobrado de serviço.

Outros dois problemas abordados pelo advogado foram o repasse das verbas federais e a venda da folha de pagamento da Prefeitura Municipal para o banco Bradesco. O advogado promete entrar com uma Ação Civil Pública para fiscalizar os recursos do Fundeb, o Fundo de Educação que é destinado ao município. “Tem gente recebendo, que não era para receber”, conclui.

Valdecir também reclamou dos juros e descontos efetuados nos salários dos servidores por parte do banco Bradesco. Segundo ele, os servidores deveriam receber seus salários através de conta-salário e a agência local do banco os obrigou a receberem em conta corrente. “Quando o município vendeu a conta do servidor para o Bradesco, sequer questionou o servidor para negociar, porque a conta não é do município, é do servidor. O Bradesco extinguiu a conta salário e colocou no contrato conta corrente. Estes bancos são como parasitas mamando dia e noite. Para se ter idéia, o município vendeu a folha por 4 milhões e para onde foi este dinheiro? O prefeito não presta conta. Vamos denunciar no Decon, queremos saber para onde foi este dinheiro”, diz o advogado.

Ainda na manhã desta sexta-feira, 27, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais realizou, no Memorial Antonio Conselheiro, uma Assembleia Deliberativa para esclarecer dúvidas sobre os direitos e deveres da categoria.

Postado por: Jornalismo - SMC

Um comentário :

  1. Divulgar a luta dos professores, maior ferramenta da educação, é contribuir pela educação de qualidade. Obrigado. Visitem meu blog.

    Dr. Valdecy Alves
    Advogado do SINDSEQ

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