Avenida Tristão Gonçalves, nº 123, Centro de Fortaleza. O endereço da Organização Paratodos será leiloado por determinação da 11º Vara Federal no Ceará. O imóvel foi avaliado em R$ 2.860.038. A decisão do leilão judicial é consequência do processo que tramita na Justiça Federal em que 15 pessoas ligadas à organização respondem por crimes de lavagem de dinheiro, crime contra o sistema financeiro, dentre outros.
O grupo foi criado em 1976 e, de acordo com investigações da Polícia Federal, apurava entre R$ 400 mil e R$ 500 mil por dia explorando o Jogo do Bicho em Fortaleza e Caucaia, com lucro aproximado de 30%. Sem Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), o dinheiro não era declarado à Receita Federal. A perícia detectou também que nenhum dos 30 sócios declarou como fonte de rendimentos em suas declarações anuais a Organização Paratodos.
O juiz federal substituto da 11ª Vara, Ricardo Ribeiro Campos, agendou o leilão da sede da organização para dois dias: 26 de novembro e 3 de dezembro. Na primeira data, ela será vendida pelo maior lance a partir do valor da avaliação. Na segunda, o imóvel passa a ser negociado com lances a partir de 60% do valor avaliado. A oferta está anunciada em publicidade no site do Superbid Gestor Judicial (www.superbidjudicial.com.br), sistema de leilões online de empresas e orgãos públicos.
No edital do leilão judicial, o imóvel da Paratodos é descrito como um prédio de três pavimentos, mais o térreo, subsolo e cobertura; aos fundos, ainda há uma construção de dois andares, cuja parte superior servia de depósito ou funcionava como sala dos vigilantes. No subsolo do prédio também existe área para cerca de 20 carros.
ENTENDA O CASO
O processo que levou ao anúncio do leilão judicial dos bens da Organização Paratodos é resultado de investigação da Polícia Federal (PF) iniciada em 2001. O desfecho dela foi a Operação Arca de Noé, realizada no dia 9 de outubro de 2008, em que a PF cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão contra diretores e gerentes da Organização Paratodos e pessoas apontadas como beneficiárias do esquema do Jogo do Bicho.
A operação da PF também proibiu as apostas do Jogo do Bicho, considerado contravenção penal, na Paratodos. Mesmo assim, O POVO mostrou ainda em 2008 que, apenas alguns dias após as prisões efetuadas, cambistas voltaram a agir às escondidas. De acordo com as investigações, a organização tinha no ano passado 40 empregados e entre 300 e 400 cambistas na Capital. Os maiores acionistas seriam Fábio Leite de Carvalho (12,68%), Francisco de Assis Rodrigues (9,62%) e Francisco Mororó (9,19%).
Além dos três, foram denunciados pelo Ministério Público pela ligação com a Paratodos: Francisco Lima Mororó, João Carlos Mendonça, Fábio Leite de Carvalho Júnior, Hamilton Paula Viana, Arnaldo Paula Viana, José Gomes de Oliveira, João Evangelista Camelo Rebouças, José Gomes de Oliveira Filho, João Araújo Crisóstomo, Hamilton Paula Viana Filho, Vilauba Maia de Paiva Salvador e Francisco Carlos Araújo Crisóstomo.
(Fonte: Jornal O Povo)
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sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Sempre reticente sobre eleições e especialmente sobre sua própria candidatura, o governador Cid Gomes (PSB) deu, ontem, pela primeira vez, um indício
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