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terça-feira, 18 de agosto de 2015

O Brasil precisa discutir mudanças nas políticas de combate ao crime, defendem depoentes à CPI do Assassinato de Jovens

A cada dez minutos um brasileiro tomba por conta de homicídio doloso. As vítimas são, em sua maioria, jovens de 15 a 29 anos, negros e pobres – moradores de favelas. Trata-se da perpetuação de uma lógica racista e herdeira do período escravagista. Além disso, uma pesquisa de 2013 do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostrou que, pelo menos, cinco pessoas morrem por dia em confrontos com a polícia. Instituição essa que é vista com desconfiança por 70% dos brasileiros, enquanto que na Inglaterra 82% da população confiam na polícia, segundo a mesma pesquisa.

Os dados - e as opiniões - foram apresentados pelo promotor de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, Thiago Pierobom e pelo coronel da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Ibis Silva Pereira, durante depoimento à CPI  do Assassinato de Jovens, nesta segunda-feira (17). A situação é prova, de acordo com eles, da necessidade de o país rediscutir a política de segurança pública, bem como o papel do Ministério Público e o do Poder Judiciário.

O coronel Ibis Silva Pereira questionou o papel da polícia em um Estado democrático que deve ser o Brasil.  Lembrou que a própria Constituição atribui ao policial a atribuição de preservar a ordem pública, mas ele mesmo questiona o que significa isso.

- O que é isso? Que tipo de ordem? Que tipo de atividade? Nós precisamos conceituar melhor as atribuições dos policiais e o próprio sentido de polícia. O que é polícia em um Estado que se diz democrático de direito. O que é o Judiciário em um país que quer construir uma sociedade livre, justa e solidária, perguntou o policial militar. (Da Agência Senado)

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