O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foi aprovado para mais um mandato de dois anos à frente do Ministério Público Federal (MPF) pelo Senado nesta quarta-feira, depois de passar por uma sabatina de mais de 10 horas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.
Por 26 votos a 1, senadores da CCJ chancelaram a indicação de Janot, que lidera as investigações da operação Lava Jato. No plenário do Senado teve sua indicação, feita pela presidente Dilma Rousseff, aprovada por 59 votos a 12.
Durante a série de questionamentos dos senadores na CCJ, o procurador negou que sua atuação seja pautada por motivações políticas, e aproveitou a ocasião para rebater a afirmação de que teria vazado informações sobre a Lava Jato, operação que investiga esquema de corrupção em estatais envolvendo políticos e empresas.
“Posso lhe afirmar com convicção plena que não houve nenhuma seletividade ou nenhuma composição para que fossem oferecidas essas duas denúncias”, disse, referindo-se às denúncias que ofereceu na semana passada contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o senador Fernando Collor (PTB-AL).
“A investigação é técnica e não se deixa contaminar por aspectos políticos... Essas duas denúncias foram oferecidas porque os inquéritos se amadureceram na frente de outros”, afirmou Janot. (Do R7)

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