Foi com surpresa que lemos a notícia publicada no site da Revista Central (www.revistacentral.com.br), de 26 de agosto de 2010, que veiculou o encontro realizado no dia 23 do mês em curso, nas dependências da Faculdade Católica Rainha do Sertão, entre os estudantes do Curso de Direito, o Diretor Geral e a Coordenadora do Curso.
O encontro foi uma louvável promoção do Centro Acadêmico Arnaldo Vasconcelos, que, inconteste, abriu canais de diálogo entre os alunos e a Direção da Faculdade para esclarecimentos de temas de interesse mútuo e interno.
Ao analisar o texto, sentimos grande insatisfação ao ler as distorções feitas à minha abordagem e, o que é mais grave, ao concluirmos pela maledicência que o permeia.
Não há dúvidas que, em muitos lugares, o seu autor, o também aluno desta Instituição, o Sr. Jackson Perigoso, a verdade foi distorcida. Outrossim, ficou evidente a insistência em jogar a gestão anterior da FCRS contra a Administração atual.
Além do mais, o texto por demais infeliz, contribuiu para criar um clima de desconfiança junto à população de todo o Sertão Central do Estado do Ceará, com relação aos destinos da Instituição. Isto, sem sombra de dúvidas, é um verdadeiro “desserviço” ao povo (palavra tantas vezes citada por mim na reunião, mas nenhuma vez lembrada pelo autor do texto em sua notícia).
Os fatos
A manchete – “Faculdade Católica não recebe mais investimentos estrangeiros, afirma diretor” – transmite uma realidade notória e já conhecida pela população de Quixadá.
A renúncia de S.Ex.cia Rev.ma, Dom Adélio Tomasin, à administração da Faculdade, fez cessar também os seus contatos com empresários e com outras pessoas na Itália que ajudaram a construir a FCRS.
Não obstante isso, a atual administração, justamente por também ser Igreja Católica Apostólica Romana, tem igualmente os seus contatos com pessoas e com instituições européias, como, por exemplo, a “Bischöfliche Akction Adveniat”, a “Miserior”, estas alemãs, e com a CEI (Conferência Episcopal Italiana), só para citar algumas que, mediante a apresentação de projetos, continuam sendo fontes de ajuda financeira para a FCRS. Não esqueçamos que esta é uma obra da Igreja, mantida pela Igreja.
A FCRS concluiu a sua primeira fase de edificação de prédios. No momento, os gastos se voltam para a supressão de outras demandas acadêmicas, como as que visam a aprimorar o funcionamento dos cursos. Assim, claro está que não se fazem necessárias novas edificações, exceção feita à conclusão do Hospital Hospital-Maternidade Jesus Maria José para que sirva, de forma auto-sustentável, como Hospital Escola do futuro Curso de Medicina da FCRS.
“Encontro de acadêmicos do curso de Direito com o diretor geral da instituição deixaram (sic!) muitos estudantes preocupados com o futuro da faculdade” foi o subtítulo da notícia. De forma pouco profissional e antiética, o Sr. Jackson Perigoso se utilizou de artifício reprovável, grosseiro e indesculpável, criando palavras e atribuindo-as à aluna Kristiane da Silva Martins, Presidente do C.A.
No dizer da aluna, segundo o autor do texto, “os estudantes não estão satisfeitos com as decisões adotadas pela direção da instituição e as classificou como arbitrárias e prejudiciais ao bom andamento do curso”. Ora, pronunciamentos com tamanha maldade e inverdade não foram feitos durante a reunião. Podem provar isso os presentes à reunião e a própria aluna que, em comentário feito no site, no dia 26 de agosto de 2010, afirma: “sinceramente sinto muito porque a intenção era das melhores; qual seja de esclarecer algum mal entendido, porém a repercussão está totalmente inversa. Em nome do C.A. aqui declaro que haverá uma manifestação nossa a respeito de tudo isso”.
Somente esta última observação desqualifica o texto irresponsável e inconsequente do Sr. Jackson Perigoso. Admira-nos que tamanho disparate venha de um aluno que pretende, um dia, ingressar nas briosas fileiras advocatícias. Para isso, no nosso julgamento, ainda há muito a progredir.
A tumultuada mente do autor da notícia, de forma ardilosa, ou ingenuamente criativa, o levou à afirmação de que o Diretor da Faculdade “fez críticas a (sic!) gestão passada e disse que a faculdade caminhava para fechar as portas”.
A bem da verdade, e defendendo-a intransigentemente, alunos e professores presentes à reunião puderam observar que foi feita uma ampla e contextualizada abordagem sobre a Faculdade, alicerçada no diagnóstico realizado pela CM Consultoria, empresa reconhecida nacionalmente pelo que faz.
Subsidiada por dados e informações dos setores Acadêmico, Financeiro e de Recursos Humanos dos últimos 04 (quatro) ou 05 (cinco) anos, a empresa tratou, entre outras,
as questões:
a) de ociosidade elevada em alguns cursos (alguns deles, sequer conseguiram formar turma);
b) do elevado índice de evasão de alunos;
c) do excesso de carga horária das matrizes curriculares, muito além da preconizada pelo MEC ou academicamente recomendada;
d) do elevado gasto com docentes, cuja Folha de Pagamento comprometia valores na ordem de 75% (setenta e cinco por cento) da receita líquida da FCRS,
e) da relação aluno/professor muito baixa – em 2009.2 foi na ordem 9,8 alunos por professor, quando deveria ser, no mínimo, 30 alunos por docente, dentre outros aspectos.
Todos os assuntos elencados acima foram explicitamente tratados na reunião e deturpados pelo Sr. Jackson Perigoso em sua matéria. Percebe-se que este não prima pela clareza, muito menos tem a intenção de bem comunicar os fatos à sociedade. Do contrário, parece instilar fluídos literários que estimulam a cizânia e confundam a população quixadaense e regional sobre o futuro da FCRS. E isto é reprovável e tem repercussões no campo judicial, onde ações criminais (art. 139, do CPB), ou cíveis, (CF/88, art. 5º, X), por exemplo, poderão ser propostas.
Ainda, alude também o autor, em sua matéria, que “muitos bacharelandos ficaram sem respostas convincentes, por exemplo, o aumento do valor do crédito que antes era de R$ 40,00 para R$ 45,00, havendo ainda uma drástica redução em algumas disciplinas que antes eram de quatro créditos passando somente para três”.
Ora, explicado à exaustão, acreditamos ter havido total clareza: o Curso de Direito não sofreu um processo de mudança radical. Sua carga horária, que era de 4.248 h/a, foi reduzida, inicialmente para 3.700 h/a. Depois de um franco e oportuno diálogo entre representação discente e Diretoria Acadêmica, ficou acordado que a carga horária do curso de Direito seria de 4.000 h/a.
Ademais, foi esclarecido que:
a) parte das disciplinas continuam no sistema 04 (quatro) aulas/dia;
b) o período letivo passou de 18 (dezoito) para 20 (vinte) semanas em face da mudança para a hora aula de 60 (sessenta) minutos, 50 (cinqüenta) deles desenvolvido em sala de aula e 10 (dez), obedecendo aos critérios do Trabalho Efetivo Discente (TED);
c) o curso de Direito teve uma redução, no semestre 2010.2, de 5% (cinco por cento) no ticket médio da semestralidade dos alunos.
d) estamos cumprindo a Convenção Coletiva da Categoria Docente que elevará a folha de pagamento dos professores na ordem de 7,6% ao mês;
e) a implantação dos Núcleos Docentes Estruturantes (NDE’s) dos respectivos cursos que elevarão sobremaneira a folha de pagamento. Estas e outras medidas justificam o aumento do crédito de R$ 40,00 para R$ 45,00;
f) as aulas do turno da tarde, de acordo com exposição da senhora coordenadora do Curso de Direito, são opcionais, a fim de que se possa adiantar a conclusão do curso, em nada prejudicando o aluno que não as fizer.
Em sendo assim, esta Direção Geral aguarda que a Verdade dos fatos seja reestabelecida e que a imagem da Faculdade Católica Rainha do Sertão seja respeitada.
No Gabinete do Diretor Geral da Faculdade Católica Rainha do Sertão, em Quixadá/CE, aos 27 de agosto de 2010.
Prof. LD Manoel Messias de Sousa
Diretor Geral
Faculdade Católica Rainha do Sertão
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