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segunda-feira, 7 de junho de 2010

O craque que destrói x craque do futuro

Tenho observado nos debates na Assembléia Legislativa a preocupação dos meus colegas deputados com o aumento do consumo do crack no estado do Ceará. Cidades do Interior que até poucos anos eram verdadeiros paraísos de tranqüilidade, hoje estão sofrendo com o grande número de jovens que usam o crack, a chamada pedra maldita. Em meus pronunciamentos fiz diversas cobranças visando a encontrar uma saída e evitar que a nossa juventude se perca mais ainda no mundo das drogas. O aumento explosivo da utilização do crack e sua disseminação em todas as camadas da sociedade assusta a todos nós que queremos o progresso do nosso país.

O consumo da droga não está mais interligado a determinada classe social ou ao poder aquisitivo de quem faz a sua utilização. As pesquisas mostram que o crack representa, hoje, um problema de saúde pública, desafiando instâncias sociais. No Brasil, o crack não é produzido apenas a partir dos restos da cocaína. Ele é feito com a adição de solventes mais baratos que a pasta base. Por este motivo o preço é mais "acessível". As pedras podem ser compradas até por um real. O lucro com a comercialização pode ser semelhante ao lucro da cocaína, em função da rapidez e da grande demanda.

Sabemos da preocupação do Governo do Estado que no ano passado entrou na campanha “Ceará contra o Crack”, oferecendo opções mais saudáveis e dinâmicas para os jovens cearenses. Uma das plataformas da campanha é conscientizar e esclarecer sobre o que fazer quando existe esse problema no seio familiar, mostrando como se proteger e como identificar a droga. Mas o problema não se resolve aí. É preciso mais ação e, principalmente, educação e ocupação para a juventude.

Tive a grata surpresa de ver um projeto de minha autoria aprovado na Assembléia Legislativa e que pode minimizar o problema. É o Projeto Bom de Bola, Bom na Escola, cujo direcionamento visa a valorizar a juventude tanto na sala de aula, bem como na prática esportiva. Outro projeto de minha autoria institui a Campanha de Prevenção ao Uso do Crack. Os jovens serão o alvo dos materiais gráficos e de propagandas em televisão e jornais cearenses. Sugiro ainda o uso de uma linguagem de forte apelo e que alerte os adolescentes sobre os perigos do entorpecente. Em Fortaleza, são cerca de 30 mil viciados. Se descruzarmos os braços com ações bem direcionadas, esses números negativos cairão. E viva a nossa juventude.

Artigo do Deputado Ferreira Aragão

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