O presidente Jair Bolsonaro não mediu palavras em café da manhã com a Folha de S.Paulo. Bolsonaro disse que já acertou com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, mudança no comando da Polícia Federal, chamou de “babaquice” a reação de integrantes da corporação às declarações dele sobre trocas em superintendências regionais. “Está tudo acertado com o Moro, ele pode trocar [o diretor-geral, Maurício Valeixo] quando quiser”, afirmou. “Essa turma [que dirige a PF] está lá há muito tempo, tem que dar uma arejada”, acrescentou. As declarações foram publicadas na edição desta quarta da Folha.
De acordo com o presidente, apesar de sua insatisfação, não há, por ora, nenhuma definição sobre prazo de troca na PF. “Mais difícil é trocar de esposa. Eu tive uma conversa a dois com o Moro...[O diretor-geral] tem que ser Moro Futebol Clube, se não, troca. Ninguém gosta de demitir, mas é mais difícil trocar a esposa. Eu demiti o Santos Cruz, com quem tinha uma amizade de 40 anos”, disse, referindo-se à saída, em junho, do seu ex-ministro da Secretaria de Governo.
Bolsonaro não poupou nem mesmo dois de seus principais ministros: Moro e Paulo Guedes (Economia). Segundo o presidente, o ex-juiz da Lava Jato era um “ingênuo” e ainda hoje não passaria em uma sabatina no Senado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Já Guedes era um “chucro” até entrar em seu governo.
O presidente foi cáustico ao comentar sobre as possibilidades eleitorais do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), apontado como possível candidato tucano à sucessão presidencial. Segundo ele, Doria não tem chance em 2022 porque é uma "ejaculação precoce". E deveria pensar “talvez” somente nas eleições de 2026. "Ele não tem apoio popular", disse. Bolsonaro contou que pretende concorrer à reeleição “se estiver bem lá”. (Do Congresso em Foco)

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