segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Na frente, Quixeramobim!

Com o título acima, acompanhe o editorial do site Repórter Ceará:

A informação do senador Eunício Oliveira de que o Ministério da Educação teria confirmado a abertura de cinco novos cursos de Medicina no estado do Ceará, contemplando os municípios de Crateús, Iguatu, Itapipoca, Russas e Quixadá, provocou enorme descontentamento nos habitantes de Quixeramobim que, já há alguns anos, se mobilizavam em prol de tão grande benefício. A notícia inflamou os opositores do prefeito Clébio Pavone e elevou a temperatura no meio político regional.

A luta dos quixeramobinenses pela implantação do curso de Medicina no município já se desenrola há bastante tempo. Em 7 de Junho de 2013, a Câmara Municipal promoveu uma audiência pública com o objetivo de chamar a atenção das autoridades locais para importância da instalação de uma faculdade de Medicina no município-sede do Hospital Regional do Sertão Central (HRSC).

Em 2015, após o município ser pré-selecionado pelo Ministério da Educação para receber o curso de Medicina, a Prefeitura Municipal lançou a campanha “Curso de Medicina no Coração do Ceará – Quixeramobim, Minha Terra, Minha Vida”, com o objetivo de mobilizar a população para recepção dos técnicos dos ministérios da Saúde e Educação que, em visita ao município, verificariam se este atendia os critérios estabelecidos em edital para a implantação do curso.

Em Maio de 2016, o então ministro da Educação Aloizio Mercadante informou que Quixeramobim e outros seis municípios cearenses estavam aptos a receber faculdades de Medicina. O próximo passo seria a escolha de instituições de ensino superior privadas que ministrassem os cursos. No entanto, com o afastamento da presidente Dilma Rousseff, e o seu posterior impeachment, o cronograma para a abertura de novos cursos foi paralisado, sendo retomado somente este ano.

A informação de que Quixeramobim não estava na lista de municípios cearenses contemplados com o curso de Medicina surpreendeu os moradores e até mesmo a classe política deste município. No mesmo dia da divulgação da notícia, o prefeito Clébio Pavone informou que o ministro Mendonça Filho, atendendo solicitação do deputado federal Genecias Noronha, se comprometeu a dar “agilidade à análise e viabilizar, no menor prazo possível, o atendimento do pleito [instalação do curso no município] apresentado pelo parlamentar”.

Já Pedro Henrique Coelho, diretor clínico do Hospital Regional Dr. Pontes Neto, em nota publicada em seu perfil no Facebook, informou que irá a Brasília na próxima terça-feira, 8, acompanhado do secretário de Saúde Rômulo Coelho Filho, “procurar os meio cabíveis de mostrar tamanha discrepância da realidade”. Em uma atitude coerente, Pedro Coelho também cobrou a união das lideranças políticas locais.

A oposição se pronunciou no dia seguinte à divulgação da notícia. O deputado estadual Osmar Baquit e o ex-prefeito Cirilo Pimenta apontaram o prefeito Clébio Pavone como responsável pela exclusão do município da lista de beneficiados com os cursos de Medicina autorizados pelo Ministério da Educação. Osmar chegou a afirmar que, juntamente com Cirilo, irá a Brasília lutar pela reversão de tamanha perda.

Não há razões plausíveis para o município-sede do mais moderno hospital da região não receber um curso de Medicina. Este é o momento de as lideranças políticas unirem forças e buscarem, junto ao Ministério da Educação, a correção de tamanho erro. Não há tempo para se eleger culpados por perdas que ainda nem foram oficializadas. A situação requer cautela. A discussão não pode se reduzir a uma mera disputa de poder e à troca de farpas que só aprofundam as divisões políticas tão danosas aos habitantes desta “terra valente e altaneira, de um prestígio e renome sem par”.

Que os líderes locais recordem sempre: Na frente, Quixeramobim!

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