segunda-feira, 24 de julho de 2017

Currículo: importante ferramenta de comunicação

Certamente, você já leu, viu e ouviu especialistas comentarem a importância de saber se comunicar. Em geral, uma boa comunicação é necessária para o desenvolvimento no âmbito pessoal e profissional. No mundo corporativo, por exemplo, o quesito comunicação é normalmente abordado para se referir como um gestor deve lidar com cada integrante da equipe e, por outro lado, como um colaborador deve se portar para se destacar positivamente dentro da corporação.

Melhorar a forma de se comunicar no trabalho é, por vezes, um desenvolvimento que ocorre até com certa naturalidade e orientações para quem… já está trabalhando. Para quem está em busca de ingressar no mercado ou procura nova oportunidade, a ferramenta principal de comunicação atende pelo nome de currículo. Sim, um bom currículo pode ajudar (e muito) alguém a ser contratado ou a ser descartado logo de cara dos processos seletivos. Quem garante isso é uma profissional responsável por lidar cotidianamente com esse tipo de conteúdo.

Bruna Tavares, do head de gente e gestão do grupo Comunique-se,  pontua que a comunicação por meio de currículos deve fluir da maneira mais simples possível. De acordo com ela, há candidatos que pecam justamente por inserir muitas informações no famoso “curriculum vitae”. “Tem gente que coloca muita coisa no material. É justamente o contrário que queremos, tem que ser conciso e evidenciar de forma clara as experiências profissionais e acadêmicas relacionadas à vaga divulgada”, comenta Bruna.

Em um ambiente cada vez mais digital, a head do Grupo Comunique-se indica que marcar presença em plataformas online – com portfólios em páginas pessoais e até mesmo em domínios como o LinkedIn – contam pontos na hora de o departamento de recursos humanos analisar os contatos que chegam. Bruna reforça, porém, que a premissa nessas páginas é a mesma do currículo enviado por e-mail: a comunicação tem que funcionar de forma simples e direta, sendo possível o recrutador identificar rapidamente as principais qualidades do candidato.

Dicas: o que NÃO fazer com currículos
Pensando em ajudar na comunicação de quem precisa exibir um bom currículo, Bruna Tavares apresenta três dicas do que NÃO deve ser feito na produção (e divulgação) de um currículo. Anote aí:

Enviar e-mail carregado de informação
Recursos para enviar conteúdo em anexo por e-mail existem e devem ser utilizados na hora de se apresentar aos recrutadores. Então, nada de enviar uma enxurrada de informações diretamente no corpo da caixa da entrada da Bruna ou de outro profissional da área.

“Prefiro que a pessoa me envie uma introdução no corpo do e-mail, a respeito da compatibilidade dela com a vaga, e, em anexo, o curriculum vitae”.

Ter um material com erros ortográficos e gramaticais
Até no currículo o bom uso da língua portuguesa deve ser respeitado. A head de gente e gestão do Comunique-se reforça que, em um mercado de trabalho cada vez mais concorrido, a pessoa que consegue se comunicar escrevendo corretamente ganha, obviamente, pontos positivos.

“São falhas graves”, enfatiza Bruna. Ela reforça que não basta ter um currículo sem erros e, na prática, não ter domínio do idioma nativo. “Uma questão importante é a primeira interação com o recrutador. Por vezes, o CV é muito bom, mas a pessoa é desclassificada nas primeiras trocas de e-mail”.

Ter pouca familiaridade com o mundo digital
Um currículo para mandar por e-mail é só o primeiro passo. Estar inserido nas novas tecnologias do mundo digital é importante. O uso de links externos, como o famoso e já mencionado LinkedIn, pode ser explorado. Contudo, pode jogar contra se contar com falhas de comunicação.

“Se fizer uma introdução e colocar o link externo ao final ou inseri-lo no currículo, o candidato ganha pontos e se mostra antenado. Nesse caso, o link externo é aliado, facilitando até o compartilhamento e a divulgação do profissional. O recurso pode se tornar vilão caso a pessoa o deixe esse solto, sem contexto na apresentação”.

Com texto de Anderson Scardoelli - Jornalista, 27 anos. Formado pela Universidade Nove de Julho (Uninove) e pós-graduado em “Jornalismo Digital” pela ESPM.

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