quarta-feira, 19 de abril de 2017

Governo sofre derrota na batalha para aprovar reformas

Sob pressão da Lava Jato, que investiga oito de seus ministros, e precisando mostrar resultados à frente do governo, o presidente Michel Temer (PMDB) está numa batalha para aprovar as reformas previdenciária e trabalhista. A sessão de ontem na Câmara, porém, mostrou que ele terá muitas dificuldades.

Depois de vários recuos na redação do texto original da reforma da Previdência, que ontem passou por nova mudança, foi a vez de a reforma trabalhista sofrer um revés, numa derrota para o governo do peemedebista. A Câmara rejeitou o requerimento que pedia urgência na tramitação da proposta.

Polêmicas, as duas pautas enfrentam forte resistência no Congresso. O clima instável em Brasília reflete o difícil diálogo entre Executivo e Legislativo num momento em que categorias se mobilizam para contra as reformas.

O relatório da reforma previdenciária, por exemplo, já deveria ter sido apresentado pelo deputado Arthur Maia (PPS-BA) na Comissão Especial, mas teve que ser adiado para hoje para que fossem feitas alterações na redação final. Ontem, Maia recuou e desistiu da idade mínima de 60 anos após protestos de policiais militares, civis e rodoviários, que chegaram a quebrar vidraças e ocupar as dependências do Congresso.

Em café da manhã com Temer, uma proposta inicial foi apresentada aos parlamentares, que, no entanto, não pareceram convencidos a mudar o seu voto. Gorete Pereira (PR-CE) afirma que houve “avanços importantes”, principalmente em relação à idade de aposentadoria para mulheres, mas ainda “não dá para passar dessa forma”.

“O que foi apresentado até agora não é suficiente para apoio e aprovação. Se a votação fosse hoje, eu não votaria”, disse a deputada cearense, que faz parte da base do governo.

Há forte pressão do Planalto, dos ministros e dos partidos aliados ao presidente para que os deputados aprovem os textos, mas os parlamentares já se preocupam com os efeitos eleitorais das medidas.

Ao O POVO, o deputado Pepe Vargas (PT-RS) afirmou que o que foi apresentado até ontem não apresenta grandes alterações no texto original enviado pelo governo.

“Eles vão tentar vender a ideia de que suavizou o texto principal para não dar tempo de as pessoas assimilarem o que foi colocado. O fato é que continua sendo uma proposta (Previdência) muito ruim”, afirmou.

A expectativa é que o relatório final deverá ser apresentado na comissão hoje, por volta das 9 horas. Há possibilidade, também, de pedido de vistas coletivo, o que pode atrasar a tramitação da matéria na Casa. (Do O Povo)

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